A Nobre Farsa |
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Poesia de hoje com cara de ontem. Emoção transformada em fingimento. Sua última chance de se fragilizar.
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Por Márvio dos Anjos
ICQ: 39132747
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15.10.03
Soneto do Imbecil Ao que me mira com desprezo morno, Devolvo uma elegante baixa-estima; Permito-lhe que me olhe desde cima E cá embaixo, não dou ódio em retorno. Não me interesso em arrumar esgrima Com quem enxerga em mim tolo contorno. Que julgue-me imprestável, débil, corno, Tudo que fere o brio e desanima, Pois não vou convencê-lo do contrário. Deixo meu imbecil pra que o alcance, Enquanto meu fulgor segue crescente, Sem dar mais faces, que eu não sou otário Pra conceder a todos sempre a chance De conhecer quem sou inteiramente. 7.10.03
A Calma Tensa de uma Espera Para Solanje, que me explicou este poema, cinco anos depois Corações se partem no caosDa calma tensa de uma espera. Nunca mais precisaremos tanto Um do outro quanto agora. Que ao distrair não te afeiçoes, A fim de desgastar segundos Nem te agrades dos minutos Já passados desse aguardo. Que se perca o teu relógio E não assistas mais ao tempo No seu passo rumo ao sempre, Pois devagar e vagabundo, Cada adeus se faz perene, E enquanto esperas, tarda o mundo. |