A Nobre Farsa |
|
|
Poesia de hoje com cara de ontem. Emoção transformada em fingimento. Sua última chance de se fragilizar.
Comente a Nobre Farsa por e-mail, dando um clique aqui
Por Márvio dos Anjos
ICQ: 39132747
Archives
|
21.4.02
Soneto do Amor que espera a volta Sabes que existem coisas que sentimos Num momento, o qual vê-se claramente Que é único, difícil, diferente, E a eternidade dele perseguimos? É algo que choramos, ou que rimos, E que se vive a dois, intensamente, Que não se encontra assim, em toda gente, E nossas vidas nele refletimos. Isto passei contigo, e hoje lamento Não ter eternizado esse momento Do modo como sei que merecias. Pra me entreter, preparo-te alegrias E te aguardo, ninando um sentimento Que não se perde na erosão dos dias. 15.4.02
Condenação Se não quiseres ver-me, faze-o bem; Rasga as cartas, esquece das memórias, Apaga todas as dedicatórias, E queima tudo que for meu também. Se falarem de mim, pergunte: “Quem?” - Mas não procure ouvir outras histórias. Mesmo que eu morra, ou cubra-me de glórias, Não digas o meu nome a mais ninguém. Nem olhes para trás, que me envergonha Reconhecer que nada há que ponha Teus olhos a favor do homem ruim. Faze o que convier ao teu bom gosto: Que o tempo passará, verás meu rosto, Mas nem querendo vais lembrar de mim. |