A Nobre Farsa |
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Poesia de hoje com cara de ontem. Emoção transformada em fingimento. Sua última chance de se fragilizar.
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Por Márvio dos Anjos
ICQ: 39132747
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21.1.02
Soneto, depois de tanta conversa fora Beethoven morreu surdo. Uma ironia, Se virmos que, em seus últimos dez anos, Não mais podia ouvir-se nos pianos Que ressoavam sua maestria. Ainda mais irônico, eu diria, É pensar que a surdez lhe trouxe danos, Fúrias e depressões e desenganos Sem lhe negar a Nona Sinfonia. E pode-se dizer que, até a morte, O gênio pôde, sim, gozar a sorte De ouvir Beethoven só, e nada mais. Uma bênção, sem dúvida nenhuma, Enquanto eu, que não sou de porra alguma, Nem posso ensurdecer pra alguns boçais. 7.1.02
A Nobre Farsa no Jardim Botânico Nesta terça-feira, 8 de janeiro, vou declamar poemas no projeto PONTE DE VERSOS às 20h30. Além de mim, também declamarão os poetas Braulio Tavares e Sandra Fernandes. Todos os leitores da Nobre Farsa serão bem-vindos. Livraria Ponte de Tábuas R. Jardim Botânico, 585 (à altura da Rua J.J. Seabra) Jardim Botânico - RJ organizadores: Thereza Christina Motta, Ricardo Ruiz, Gilson Maurity |